Exemplo

Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Espírito ___ Plataforma MOODLE

domingo, 29 de agosto de 2010

Os sofistas e o conhecimento

A conhecida frase "o homem é a medida de todas as coisas" surgiu dos ensinamentos sofistas. Eles ensinavam que todo e qualquer argumento poderia ser contraposto por outro e que sua efetividade residiria no fato de parecer verdadeiro perante uma dada platéia. Uma conseqüência do pensamento sofista foi a abertura da filosofia para todas as pessoas da “polis”.
Os sofistas se agrupavam para viajar de cidade em cidade realizando aparições públicas para atrair estudantes, de quem cobravam taxas para oferecer educação. O centro de seus ensinamentos era o “logos”, ou discurso com foco em estratégias de argumentação. Os mestres sofistas alegavam que podiam "melhorar" seus discípulos, ou, em outras palavras, que a "virtude" seria passível de ser ensinada.
Os sofistas ensinavam técnicas que auxiliavam as pessoas a defenderem o seu pensamento particular. Por desprezarem algumas discussões feitas pelos filósofos, eram chamados de céticos.
Diversos sofistas questionaram a propagada sabedoria recebida pelos deuses e a supremacia da cultura grega (uma idéia absoluta à época). Argumentavam, por exemplo, que as práticas culturais existiam em função de convenções ou "nomos", e que a moralidade ou imoralidade de um ato não poderia ser julgada fora do contexto cultural em que aquele ocorreu. Tal posição questionadora levou-os a serem perseguidos, inclusive, por aqueles que diziam amar a sabedoria: os filósofos gregos.
Os Sofistas foram os primeiros advogados do mundo, ao cobrar de seus clientes para efetuar suas defesas, dada sua alta capacidade de argumentação. São também considerados por muitos os guardiões da democracia na antiguidade, na medida em aceitavam a relatividade da verdade.
Hoje, a aceitação do "ponto de vista alheio" é a pedra fundamental da democracia moderna. Visto que o domínio pessoal, em tal regime, depende da capacidade de conquistar o povo pela persuasão, compreende-se a importância que deveria ter a oratória e os mestres de eloqüência. Os sofistas, desejosos de conquistar fama e riqueza no mundo, tornaram-se mestres de eloqüência, de retórica, ensinando aos homens ávidos de poder político a maneira de consegui-lo. Diversamente dos filósofos gregos em geral, o ensinamento dos sofistas não era ideal, desinteressado, mas bastante retribuído. O conteúdo desse ensino abraçava todo o saber, a cultura, uma enciclopédia, não para si mesma, mas com propósitos práticos e empíricos e, portanto, superficial.
A principal doutrina sofística consiste numa visão relativa de mundo e pode ser expressa pela máxima de Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas". Tal máxima expressa o sentido de que não é o ser humano quem tem que moldar-se a padrões externos (impostos por qualquer coisa que não seja o próprio ser humano), mas segundo a sua liberdade.
A sofística sustenta o relativismo prático, destruidor da moral. Górgias declara plena indiferença para com todo moralismo: ensina ele a seus discípulos unicamente a arte de vencer os adversários; que a causa seja justa ou não, não lhe interessa. A moral portanto, é concebida como um empecilho que incomoda o homem
Os sofistas, a partir da experiência diária, produzem seus conhecimentos e suas afirmações. Sofistas destacados, como Protágoras e Górgias, estão preocupados em transmitir os seus conhecimentos, em esclarecer as mentes, enfim, em alargar as possibilidades da vida em sociedade. Para isso, questionam tudo. A preocupação em propagar o saber foi um dos aspectos positivos da cultura sofística, a partir da qual a educação e a democracia foram valorizadas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_sof%C3%ADstica
http://www.mundoeducacao.com.br/filosofia/sofistas.htm
http://www.mundodosfilosofos.com.br/sofistas.htm

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